"Sou eu quem vou seguir você do primeiro rabisco até o bê-a-bá
em todos os desenhos coloridos vou estar: a casa, a montanha, duas nuvens no céu
e um sol a sorrir no papel.
Sou eu que vou ser seu colega, seus problemas ajudar a resolver
lhe acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver.
Serei de você confidente fiel, se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo, vou lhe dar abrigo, se você quiser.
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher, a vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel.
O que está escrito em mim comigo ficará guardado, se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.
Só peço a você um favor, se puder... Não me esqueça num canto qualquer."
Um caderno... Sim, um simples caderno!
Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que a experiência dos erros é tão importante quanto às experiências dos acertos, pois vistos de um jeito certo, os erros nos preparam para a vitória. Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros.
O caderno é uma metáfora da vida. Eu me recordo, que a professora dizia que quando os erros cometidos eram demais podíamos virar a página. E pensando agora, esse era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços.
Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles, seguiamos um pouco mais crescido.
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos. Erros também podem ser fontes de virtudes!
Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado. Ele não tem que ser fonte de culpa e vergonha. Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida.
Uma coisa é se arrepender do que fez, outra, bem diferente é sentir-se culpado. Culpas nos paralisam. Arrependimentos não! Eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno. Ele nos permite os erros pra que agente aprenda a fazer do jeito certo.
Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje. Recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Vire a página!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
5 comentários:
Eu não preciso te dizer o quanto você me deixa orgulhosa não é?! pois é,você tem crescido e a cada dia se tornado uma mulher mais incrível,e tenha sempre a certeza de que EU e Deus estaremos sempre com você! você é meu orgulho Jubi ♥
Que texto lúcido e bonito! Gostei muito de apreciá-lo. É verdade: a gente sempre pode virar a página e recomeçar a escrever com o beneficio do aprendizado que os desacertos nos oferecem. Essa possibilidade é rica e maravilhosa.
Continue escrevendo! :)
Obrigada pela visita. Volte sempre.
Um abraço,
Ana
Fico feliz e surpreso que minhas palavras possam lhe trazer tanto bem. Adorei o seu texto, na verdade reconheço a forma de escrever é muito similar a uma grande amiga minha. Aguardo anciosamente pelos proximos. E espero rapidamente poder virar mais um pagina desse infinito caderno...
bjos
obrigada!
gostei daqui tambem
quero ler mais né!
beijos!
e pros erros sempre há a borracha, né? ou a rasura =)
muito legal esse texto! cadernos realmente são seres muito benevolentes!
obrigada pela visita, viu?
e feliz ano novo pra você!
Postar um comentário